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quarta-feira, 23 de abril de 2008

The education of the architect

"The architect should be equipped with knowledge of many branches of study and varied kinds of learning, for it is by his judgement that all work done by the other arts is put to test. This knowledge is the child of practice and theory. Practice is the continuous and regular exercise of employment where manual work is done with any necessary material according to the design of a drawing. Theory, on the other hand, is the ability to demonstrate and explain the productions of dexterity on the principles of proportion.
It follows, therefore, that architects who have aimed at acquiring manual skill without scholarship have never been able to reach a position of authority to correspond to their pains, while those who relied only upon theories and scholarship were obviously hunting the shadow, not the substance."
Vitruvius

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Trienal [Polo I]

A Eslovénia é um país que raramente vê as obras dos seus arquitectos circularem nos media nacionais da especialidade. No Pavilhão de Portugal era porém quem nos dava as boas vindas e nos convidava a entrar para a exposição países. Ficam algumas imagens de obras com um léxico de referências arquitectónicas ainda pouco exploradas em Portugal.





Condomínio Trnovski Pristan
Sadar Vuga Arhitekti





Hotel Sotella
Enota




Faculdade de Matemática

Bevk Perovic Arhitekti


art?

Architecture is an art when one consciously or unconsciously creates aesthetic emotion in the atmosphere and when this environment produces well being.
Luis Barragan

segunda-feira, 9 de julho de 2007

O Momento

Neste momento assiste-se a uma inevitabilidade.

No geral, há pouco trabalho para demasiados trabalhadores. E isto, em qualquer área profissional, e em qualquer panorama económico do país, reflete-se inevitávelmente em más condições de trabalho para os profissionais que teimam em não mudar de sector de actividade.
Mesmo os gabinetes que têm trabalho, e que vivem da arquitectura, aderem confortavelmente ao discurso: “gostamos muito do seu trabalho mas não podemos pagar mais, o mercado não está fácil, os clientes não nos pagam, não se sabe o dia de amanhã…”


Um dos principais problemas da nossa classe profissional parece não preocupar demasiado a Ordem. Nos últimos tempos os principais focos de atenção da OA têm sido direccionados para organizar conferências e para avaliar os licenciados (que já passaram cinco anos, e nalguns casos seis, a serem avaliados…). Se a qualidade dos licenciados fosse um problema, e se de facto o objectivo fosse ter melhores profissionais, não deveriam antes ser tomadas medidas a montante, durante os 5 ou 6 anos que estes passam nas faculdades?

Parece-me que para existirem alterações de fundo, teremos que esperar pela actuação de um Governo. Quer na vertente do mercado de trabalho quer na vertente da educação.

Parece-me que no mercado de trabalho deveria haver mais fiscalização na contabilidade das empresas.
Não devem ser poucos os casos de profissionais que passam recibos verdes, por honorários, durante mais do que um ano, sempre no fim do mês, com mais ou menos a mesma importância... Talvez começando pelas empresas que mais profissionais têm nestas condições se consiga dar resposta a um maior número de pessoas em regime precário e se consiga sensibilizar um maior número de empresas do sector...

Não deverá o estado determinar um número máximo de estudantes por área profissional, adequando esse número às necessidades do país?
Um licenciado que investiu cinco ou mais anos a preparar-se para ser um profissional competente numa determinada área, vai com certeza fazer todos os possíveis por trabalhar nessa área.
A questão, parece-me a mim, terá de ser inevitavelmente resolvida, mais uma vez, a montante. Estabelecer, por muito que desagrade a alguns, um número máximo de vagas de alunos por áreas profissionais. Uma vez que existem excesso de licenciados numas áreas (não só na arquitectura) e um grande défice noutras.
Num exemplo inverso, a média de entrada, exageradamente alta, para um curso de medicina não está relacionada com excesso de profissionais no terreno, mas com um défice de vagas nas faculdades… Faz sentido?

Essencialmente, parece-me o seguinte: é muito positivo a facilidade crescente com que podemos trabalhar além fronteiras; pode vir a ser positivo a revogação do Decreto 73/73; seria muito positivo uma maior fiscalização dos recibos verdes e reequilibrar os número de vagas nas faculdades por área profisional; e é muito negativo que a OA não só não se interesse por este problema da classe, de uma forma proporcional à sua gravidade, como ainda praxe os recém-licenciados com pagamentos para estágios e acções de formação obrigatórios.

Acho que é muito saudável, e também inevitável, face ao panorama que se montou, que surja esta iniciativa da Exige-arq, como outras têm aparecido, para proporcionar uma melhor defesa dos jovens arquitectos no mercado de trabalho onde estão inseridos, e até, nalguns casos, defende-los da sua própria ordem profissional...

Felicidades para a plataforma!

domingo, 8 de julho de 2007

#2 Lendo Manuel Taínha

"(...) por vezes o período de maior receptividade e motivação do aluno não coincide com o seu ciclo académico. Como disse aquela que do amor tudo sabia: "o importante para uma boa relação amorosa entre um homem e uma mulher não é que eles se amem muito, mas que eles se amem muito ao mesmo tempo."

Lendo Manuel Taínha

"Toda a filosofia do ensino de arquitectura está para mim contida nestas simples palavras de Wittgenstein: É como se eu me tivesse perdido e perguntasse a alguém o caminho para casa. Ele diz que mo vai mostrar e acompanha-me ao longo de um caminho agradável e tranquilo. Este finda de repente. E então o meu amigo diz-me: agora tudo o que tens a fazer é procurar o caminho para tua casa a partir daqui."