quinta-feira, 19 de julho de 2007
art?
Architecture is an art when one consciously or unconsciously creates aesthetic emotion in the atmosphere and when this environment produces well being. Luis Barragan
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Please Change Beliefs

As obras de Jenny Holzer (EUA, 1950) têm sido mostradas por todo o mundo em instituições proeminentes como o Guggenheim Museum (NY), Institute of Contemporary Arts (Londres) e o Centre Pompidou (Paris).
Contudo a principal atenção de Jenny Holzer tem sido focada para a investigação de meios para disseminar as suas ideias em espaço público. Desde o final dos anos 70, tem trabalhado no espaço público e em edifícios institucionais, recorrendo a instalações que permitem que o seu trabalho se apresente integrado na paisagem. Desde ecrãs LCD's a posters e autocolantes, os seus curtos textos (truisms) funcionam como comentários ao ambiente onde se inserem, despertando a atenção para a realidade ou condição social vigente.



Apresentados no espaço público os seus truisms são justapostos à cultura de consumo que nos rodeia com os mass media, os anúncios, o marketing de produtos, e toda a variedade de "não-truisms" que nos são empurrados diariamente. Neste sentido, os truisms, são um acto de meditação artística, aí Holzer insere o seu trabalho e as suas ideias no mundo real onde elas suscitam a crítica e a análise das condições culturais, económicas e políticas.





Recentemente, iniciou na world wide web o projecto Please Change Beliefs. Com o mesmo espírito com que experimenta no espaço urbano, abre agora a porta para que os visitantes possam interagir com os seus truisms.
segunda-feira, 9 de julho de 2007
O Momento
Neste momento assiste-se a uma inevitabilidade.
No geral, há pouco trabalho para demasiados trabalhadores. E isto, em qualquer área profissional, e em qualquer panorama económico do país, reflete-se inevitávelmente em más condições de trabalho para os profissionais que teimam em não mudar de sector de actividade.
Mesmo os gabinetes que têm trabalho, e que vivem da arquitectura, aderem confortavelmente ao discurso: “gostamos muito do seu trabalho mas não podemos pagar mais, o mercado não está fácil, os clientes não nos pagam, não se sabe o dia de amanhã…”
Um dos principais problemas da nossa classe profissional parece não preocupar demasiado a Ordem. Nos últimos tempos os principais focos de atenção da OA têm sido direccionados para organizar conferências e para avaliar os licenciados (que já passaram cinco anos, e nalguns casos seis, a serem avaliados…). Se a qualidade dos licenciados fosse um problema, e se de facto o objectivo fosse ter melhores profissionais, não deveriam antes ser tomadas medidas a montante, durante os 5 ou 6 anos que estes passam nas faculdades?
Parece-me que para existirem alterações de fundo, teremos que esperar pela actuação de um Governo. Quer na vertente do mercado de trabalho quer na vertente da educação.
Parece-me que no mercado de trabalho deveria haver mais fiscalização na contabilidade das empresas.
Não devem ser poucos os casos de profissionais que passam recibos verdes, por honorários, durante mais do que um ano, sempre no fim do mês, com mais ou menos a mesma importância... Talvez começando pelas empresas que mais profissionais têm nestas condições se consiga dar resposta a um maior número de pessoas em regime precário e se consiga sensibilizar um maior número de empresas do sector...
Não devem ser poucos os casos de profissionais que passam recibos verdes, por honorários, durante mais do que um ano, sempre no fim do mês, com mais ou menos a mesma importância... Talvez começando pelas empresas que mais profissionais têm nestas condições se consiga dar resposta a um maior número de pessoas em regime precário e se consiga sensibilizar um maior número de empresas do sector...
Não deverá o estado determinar um número máximo de estudantes por área profissional, adequando esse número às necessidades do país?
Um licenciado que investiu cinco ou mais anos a preparar-se para ser um profissional competente numa determinada área, vai com certeza fazer todos os possíveis por trabalhar nessa área.
A questão, parece-me a mim, terá de ser inevitavelmente resolvida, mais uma vez, a montante. Estabelecer, por muito que desagrade a alguns, um número máximo de vagas de alunos por áreas profissionais. Uma vez que existem excesso de licenciados numas áreas (não só na arquitectura) e um grande défice noutras.
Num exemplo inverso, a média de entrada, exageradamente alta, para um curso de medicina não está relacionada com excesso de profissionais no terreno, mas com um défice de vagas nas faculdades… Faz sentido?
Essencialmente, parece-me o seguinte: é muito positivo a facilidade crescente com que podemos trabalhar além fronteiras; pode vir a ser positivo a revogação do Decreto 73/73; seria muito positivo uma maior fiscalização dos recibos verdes e reequilibrar os número de vagas nas faculdades por área profisional; e é muito negativo que a OA não só não se interesse por este problema da classe, de uma forma proporcional à sua gravidade, como ainda praxe os recém-licenciados com pagamentos para estágios e acções de formação obrigatórios.
Acho que é muito saudável, e também inevitável, face ao panorama que se montou, que surja esta iniciativa da Exige-arq, como outras têm aparecido, para proporcionar uma melhor defesa dos jovens arquitectos no mercado de trabalho onde estão inseridos, e até, nalguns casos, defende-los da sua própria ordem profissional...
Felicidades para a plataforma!
domingo, 8 de julho de 2007
#2 Lendo Manuel Taínha
"(...) por vezes o período de maior receptividade e motivação do aluno não coincide com o seu ciclo académico. Como disse aquela que do amor tudo sabia: "o importante para uma boa relação amorosa entre um homem e uma mulher não é que eles se amem muito, mas que eles se amem muito ao mesmo tempo."
Lendo Manuel Taínha
"Toda a filosofia do ensino de arquitectura está para mim contida nestas simples palavras de Wittgenstein: É como se eu me tivesse perdido e perguntasse a alguém o caminho para casa. Ele diz que mo vai mostrar e acompanha-me ao longo de um caminho agradável e tranquilo. Este finda de repente. E então o meu amigo diz-me: agora tudo o que tens a fazer é procurar o caminho para tua casa a partir daqui."
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Como já foi anunciado pelos media, o Comité Internacional de Jogos Olímpicos anunciou em Guatemala a cidade-vencedora dos Jogos de Inverno de 2014. A cidade vencedora, Sochi na Rússia, foi quase de imediato, e ao contrário do que se esperava, abalada por ondas de manifestações dos seus moradores contra a realização destes jogos. O Comité Olímpico desfez a sua boa reputação ao apoiar um projecto bárbaro de construção numa zona protegida do Cáucaso, diz o Greenpeace da Rússia.
Os moradores da zona afectada, Imeretin, já estão a preparar outras manifestações de protesto por causa dos despejos, de que virão são alvo. Os despejos ainda não aconteceram e ninguém sabe quando vão começar. Informalmente os representantes da autarquia, informaram que “com sorte os moradores receberão um valor simbólico pelas suas propriedades, enquanto o preço de mercado actual dos terrenos da grande Sochi sobe diariamente”, - respondeu a representante do “Instituto de Acção Colectiva” Olga Miryasova.
Pelos dados deste Instituto o preço de 100 m2 na grande Sochi ronda os 50 mil euros. Este preço só pode ser pago pela elite de Moscovo! Os moradores locais não conseguem ficar com os seus terrenos, não podem iniciar uma nova construção e não podem comprar casas prontas a habitar. Ao mesmo tempo os moradores nativos vivem em barracas meio caídas, residenciais ou cabanas, onde não há canalização ou electricidade…
Pelos dados deste Instituto o preço de 100 m2 na grande Sochi ronda os 50 mil euros. Este preço só pode ser pago pela elite de Moscovo! Os moradores locais não conseguem ficar com os seus terrenos, não podem iniciar uma nova construção e não podem comprar casas prontas a habitar. Ao mesmo tempo os moradores nativos vivem em barracas meio caídas, residenciais ou cabanas, onde não há canalização ou electricidade…
Estão a propor aos residentes que se mudem para apartamentos da cidade, mas isso vai fazer com que estes percam os seus negócios tradicionais: o cultivo de frutas e legumes nos seus terrenos, o aluguer de quartos aos turistas e a venda de souvenirs. Muitos moradores, aliás os mais velhos e com pouca escolaridade, não vão conseguir trabalhar nos resorts de elite e diversão. Isto levará ao aumento do desemprego e ao decréscimo do nível de vida entre a população de baixo rendimento.
A decisão do Comité de levar os Jogos Olímpicos de Inverno em 2014 para Sochi pode abalar o prestígio da organização, acham os ecologistas russos. O Comité ignorou os alertas de múltiplos peritos sobre a construção inadmissível, para fins desportivos, numa área protegida pelo Unesco e no Parque Nacional de Sochi, mais especificamente na Serra de Grushev.

A Greenpeace logo depois de divulgação dos resultados da votação afirmou que a partir deste momento a Comité, em pé de igualdade com o Governo Russo, têm toda a responsabilidade por danos à área que é Património Mundial de Natureza da Unesco “Cáucaso do Oeste”.
A Unesco e a União Internacional de Protecção da Naturesa (IUCN) vão enviar os seus técnicos para a avaliação da situação, e caso se concretize uma ameaça real ao “Cáucaso do Oeste”, este será transferido para a lista do "Património Mundial em Perigo”. Neste caso não haverão nenhumas sanções contra o Governo russo, mas o seu prestígio será seguramente afectado. E isto vai confirmar mais uma vez o seguinte: 1º, que a Rússia não cumpre as obrigações internacionais de protecção dos monumentos do património mundial e 2º, que o Comité Olímpico a ajuda nisto.

Segundo o mail.ru a construção de “espaços desportivos olímpicos” será então apenas um pretexto para redefinir as fronteiras do Parque Nacional de Sochi, e com isto, no final da operação os terrenos mais valiosos acabarão serão vendidos para construção privada.
Apesar dos protestos dos “verdes”, e por falta de planeamento urbanístico de Sochi, já estão neste momento em construção um clube de golf, um centro de SPA e oito centros privados de desporto para elite, sendo o proprietário de um destes últimos um deputado russo... Para a construção deste centro já foram abatidos 52 mil hectares da preciosa floresta que jamais poderá ser recuperada.
Os verdes já propuseram pelo menos oito terrenos alternativos para a construção de todas as infra-estruturas necessárias para os Jogos e para a Aldeia Olímpica, na esperança que ainda seja possível intervir.
Ainda hoje os Jogos Olímpicos de Moscovo de 1980 são considerados como os melhores jogos em termos de apresentação e organização. Para os Jogos de 2014 os organizadores vão convidar para a equipe de consultoria os organizadores da Olimpíada de 1980. Esperemos que o Governo consiga resolver todas as complicações em Sochi, tornando-a num “rebuçado” e fazer desta cidade a capital de Inverno 2014.
Mais fotografias de Sochi podem ser vistas aqui.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Para quem pensa que um par de centímetros pode fazer a diferença!
Há pouco tempo atrás a Consentino apresentou em Barcelona o seu mais recente catálogo de pedras naturais e compostas. Uma das grandes novidades nessa apresentação foi o novo sistema para aplicação em fachadas ventiladas de pedra com apenas 1cm de espessura ao contrário dos 3cm habituais!
Um excelente dossier sobre fachadas ventiladas, em pedra e noutros materiais, encontra-se disponível na Construlink.
Um excelente dossier sobre fachadas ventiladas, em pedra e noutros materiais, encontra-se disponível na Construlink.
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